Preconceito Literário

Caro amigo (a) leitor (a), hoje quero tratar com você sobre um assunto muito pertinente que tem deixado meus pensamentos inquietos. Assim mesmo, em um diálogo face a face, ouso dizer até um pouco informal, perdoe-me se acaso eu deixar transparecer alguma incoerência escrita ou racional, mas preciso desabafar e, sendo escrava, serva eterna das palavras, uma de minhas funções é dar liberdade à escrita, afinal, como já disse anteriormente em um de meus textos, a criatividade possui vida própria.
Quando se trata de escrever, versejar, não existe o certo ou o incerto; o bom ou o ruim; o bonito ou o feio... Há reflexões; há também sensualidade; há ainda aqueles que escrevem sobre flores, jardins, espiritualidade, mas há também os especialistas em contos eróticos.
Quando o escritor (a), poeta/poetisa deixa o coração e a alma tomarem o espaço da mente e das mãos, traz à tona suas criações, tudo aquilo que carrega n'alma.
Nem sempre escreverá sobre as belezas existentes na vida, também tratará sobre assuntos que vagueiam pela sua mente que tiram sua tranquilidade, suas estribeiras...
Mas uma coisa que aprendi durante esse tempo em que estou engatinhando nesse mundo literário, é que quando nós nos colocamos a escrever sobre os espinhos, os desertos, as chuvas e a escuridão, libertamo-nos de todo sentimento sufocante, o que traz alívio ao coração, traz equilíbrio interior...
Existe coisa mais bonita que transformar sentimentos como a tristeza, a solidão, o medo e o receio em algo belo e mágico como é a poesia?
Não devemos impor limites às nossas criações, não devemos por cabresto em nossos versos, devemos deixá-los livres tal feito cavalos selvagens e não como mulas empacadas! Devemos dar liberdade para que a imaginação nasça, cresça, floresça e adquira imortalidade.
Nós temos um prazo de validade, já nossas obras ficarão por aqui para que as futuras gerações as apreciem.
O médico trata do corpo. O poeta trata da alma... Mas quem tratará a dele? Seus versos.


Gabi Alves

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